No Piemonte italiano, enquanto o Barolo e o Barbaresco ficam reservados para ocasiões especiais, é o Barbera quem acompanha o almoço de todos os dias. Com acidez vibrante, taninos suaves e notas de cereja e ameixa, é um tinto extremamente versátil.
Por que funciona com tanta coisa
A alta acidez do Barbera o torna parecido com um "vinagre nobre" controlado, ele corta gordura, refresca o paladar e raramente compete com o tempero do prato, mesmo quando os taninos são discretos.
Na mesa brasileira
Pratos como strogonoff, lasanha simples, frango com molho de tomate e até feijoada mais leve encontram no Barbera um parceiro surpreendentemente eficaz, graças ao equilíbrio entre frescor e corpo médio.
Servido levemente fresco
Diferente da maioria dos tintos, o Barbera ganha quando servido um pouco mais fresco que a temperatura ambiente, entre 14°C e 16°C, o que acentua seu frescor natural e o torna ainda mais agradável em dias quentes.
Para quem busca um tinto italiano fora do trio óbvio Chianti-Montepulciano-Barolo, o Barbera d'Alba é uma descoberta que vale o investimento, especialmente pelo ótimo custo-benefício.