Existe uma lógica quase geográfica nas harmonizações mais clássicas: pratos e vinhos da mesma região tendem a se complementar naturalmente, porque evoluíram juntos ao longo de séculos. O macarrão ao sugo e os tintos italianos são o exemplo perfeito dessa regra.
A acidez do tomate precisa de acidez no vinho
O molho de tomate, com sua acidez natural, exige um vinho igualmente ácido para não parecer "murcho" ao lado do prato. É por isso que vinhos italianos, geralmente cultivados em solos que favorecem alta acidez, funcionam tão bem.
Chianti: a escolha mais tradicional
O Chianti, feito majoritariamente com Sangiovese, tem a acidez e os taninos médios necessários para acompanhar o sugo sem se perder, seja em uma receita simples ou em um ragù mais elaborado.
Montepulciano d'Abruzzo: a alternativa cotidiana
Para o dia a dia, um Montepulciano d'Abruzzo cumpre o mesmo papel com ótimo custo-benefício, trazendo frutosidade madura que complementa a doçura natural do tomate maduro.
Na próxima vez que preparar um macarrão ao sugo, resista à tentação de abrir um tinto do Novo Mundo mais potente, um vinho italiano simples costuma fazer mais sentido com esse prato específico.