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Vinho e comida árabe: do homus ao quibe assado

Do homus ao quibe assado, a culinária árabe tem especiarias e texturas que pedem vinhos aromáticos e frescos. Aprenda as melhores harmonizações com a mesa árabe.

A culinária árabe, amplamente consumida no Brasil graças à forte presença da comunidade sírio-libanesa no país, é rica em especiarias, ervas aromáticas, texturas variadas e ingredientes como grão-de-bico, tahine, carne de cordeiro e hortelã. Harmonizar vinho com essa culinária é um prazer que muita gente ainda desconhece, mas que tem lógica clara e resultados deliciosos.

A culinária árabe e o vinho: por onde começar

A mesa árabe é tipicamente composta de vários pratos pequenos servidos simultaneamente, chamados de mezze: homus, babaganoush, tabule, folha de uva recheada, quibe crú e assado, quibe frito, esfiha e pão árabe. Essa abundância de pratos simultâneos pede vinhos de alta versatilidade, com acidez para os pratos ácidos, frescor para as especiarias e alguma fruta para os pratos de carne.

Homus e babaganoush: brancos minerais e rosé

Homus de grão-de-bico com azeite e páprica e babaganoush de berinjela defumada são pratos suaves e cremosos, com sabor de tahine e limão. Para eles, um Sauvignon Blanc seco, um Pinot Grigio ou um Albariño espanhol têm a acidez e a leveza corretas. O rosé seco também é uma ótima opção para a mesa de mezze completa, acompanhando tanto o homus quanto os pratos de carne que vierem depois.

Quibe assado: Syrah e Cabernet Franc

O quibe assado, feito com carne moída de cordeiro ou boi temperada com hortelã, canela, noz-moscada e especiarias orientais, é um prato de intensidade média com sabores complexos. Para ele, um Syrah de estilo mais fresco, do Chile ou do Ródano do Norte, combina muito bem: as notas de pimenta e oliva do Syrah conversam com as especiarias do quibe. Um Cabernet Franc do Loire, com sua característica herbácea e de especiaria, também é uma escolha inteligente.

Tabule e saladas herbáceas: Sauvignon Blanc

O tabule, salada de trigo para quibe com salsinha, hortelã, tomate e limão, é extremamente herbáceo e ácido. Para ele, um Sauvignon Blanc é a escolha mais lógica: as notas herbáceas do vinho espelham a salsinha e a hortelã, e a acidez combina com o limão abundante do prato. Um Verdejo espanhol ou um Vermentino italiano também funcionam muito bem.

Cordeiro: o protagonista da mesa árabe

O cordeiro, seja em quibe, em kafta grelhado ou em um belo pernil assado temperado com canela e coentro, é o prato principal da culinária árabe de festa. Para o cordeiro, tintos de média a boa estrutura são a escolha certa. Cabernet Franc do Loire, Syrah do Ródano, Malbec de Mendoza ou Sangiovese toscano são opções confiáveis. Para cordeiro com especiarias intensas como canela, cominho e coentro, o Syrah e o Grenache (variedades que têm notas de especiaria próprias) são os mais harmônicos.

Doces árabes: chá de menta, Moscatel ou nada

Baklava, kunafeh e outros doces árabes são muito doces, crocantes e em geral saturados de mel ou calda de açúcar. Com eles, a tradição árabe prefere o chá de menta. Para quem quiser vinho, apenas um Moscatel muito aromático e levemente doce tem sabores que se aproximam da experiência doce e aromática dos doces árabes.

A culinária árabe é generosa e aromática. Explore a mesa de mezze com um rosé seco e fresco, e para os pratos de carne, abra um Syrah ou Cabernet Franc. Vai ser uma das mais agradáveis descobertas gastronômicas que você pode ter.

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