Após a apresentação dos primeiros dados no 1º Fórum de Enoturismo e Gastronomia das Américas, levantamento nacional busca aumentar a participação das regiões produtoras. Vinícolas brasileiras podem contribuir com a pesquisa até 30 de outubro de 2026.
Qual é o número de profissionais que atuam diretamente com enoturismo nas vinícolas do Brasil? Quantos turistas visitam esses empreendimentos todos os anos? Qual parcela da receita vem dessa atividade? Além disso, quais funções enfrentam maior dificuldade para encontrar mão de obra qualificada?
Responder a essas questões pode ajudar a traçar um panorama mais preciso do enoturismo brasileiro. Por isso, a Escola de Enoturismo decidiu ampliar sua pesquisa nacional e prorrogou a participação das vinícolas até 30 de outubro de 2026.
O levantamento ganhou novo impulso após a divulgação dos primeiros resultados durante o 1º Fórum de Enoturismo e Gastronomia das Américas.
As vinícolas que ainda não participaram podem preencher o formulário disponível em https://forms.gle/v8MSKiLGdyg5P3xL6.
Pesquisa sobre enoturismo busca ampliar participação nacional
A nova etapa pretende alcançar um número maior de regiões vitivinícolas brasileiras. Além disso, a iniciativa busca reunir empresas de diferentes tamanhos, características e modelos de atuação.
Quanto maior for a adesão das vinícolas, mais abrangente poderá ser o retrato do setor. Dessa forma, será possível compreender melhor a importância econômica do enoturismo, seus desafios e suas necessidades profissionais.
Para aumentar o alcance da pesquisa, a Escola de Enoturismo também está buscando o apoio de associações de produtores e entidades que representam regiões vitivinícolas brasileiras.
Essas organizações podem colaborar com a divulgação do levantamento e incentivar a participação das empresas locais. Assim, a base de dados tende a refletir melhor a diversidade existente no enoturismo nacional.
Primeira etapa reuniu 51 vinícolas de seis estados
Os dados iniciais já revelam a dimensão que o enoturismo alcançou entre as empresas participantes.
A primeira amostragem contou com 51 vinícolas localizadas na Bahia, Distrito Federal, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.
Juntas, essas empresas recebem 1.223.482 visitantes por ano. Além disso, mantêm 834 profissionais trabalhando diretamente em atividades relacionadas ao enoturismo.
Outro indicador relevante está relacionado à receita das vinícolas.
Entre as participantes, o enoturismo corresponde, em média, a 34,7% do faturamento das empresas pesquisadas.
No entanto, os resultados mostram cenários bastante diferentes. A participação da atividade na receita variou entre 1% e 98%.
Essa diferença evidencia a variedade de modelos existentes no Brasil. Também mostra que, para algumas empresas, o turismo ligado ao vinho já representa uma parte significativa do negócio.
Primeiros resultados mostram falta de indicadores nacionais
Os números iniciais foram apresentados pela Escola de Enoturismo durante o 1º Fórum de Enoturismo e Gastronomia das Américas, realizado em São Paulo no dia 13 de agosto.
A divulgação chamou atenção para uma dificuldade enfrentada pelo setor. Atualmente, o Brasil ainda não conta com indicadores nacionais consolidados sobre diversas áreas do enoturismo.
Entre as informações que ainda precisam ser melhor dimensionadas estão o número de trabalhadores da atividade, o fluxo anual de visitantes e a participação do turismo no faturamento das vinícolas.
Também faltam dados abrangentes sobre as funções profissionais mais procuradas pelas empresas.
A repercussão dos primeiros resultados levou os responsáveis pela Escola de Enoturismo a ampliar a iniciativa. Agora, o objetivo é incorporar novas regiões e diferentes formatos de operação.
Dados podem orientar novos programas de formação
Para os fundadores da Escola de Enoturismo, Ivane Remus Fávero, Lucinara Masiero e Artur Tremper Farias, conhecer melhor o setor é essencial para acompanhar sua expansão.
Segundo os responsáveis pela instituição, o avanço do enoturismo em diferentes regiões também aumenta a necessidade de qualificação profissional.
Por isso, uma base de dados mais ampla poderá mostrar quais competências são mais demandadas pelas vinícolas. Essas informações também poderão contribuir para a criação de cursos e programas alinhados às necessidades reais do mercado.
Quatro perguntas ajudam a mapear o enoturismo brasileiro
A participação das vinícolas foi estruturada para ser simples e objetiva. Cada empresa deve fornecer quatro informações principais.
- Número de profissionais envolvidos diretamente nas atividades de enoturismo.
- Quantidade de visitantes recebidos por ano.
- Percentual do faturamento proveniente do enoturismo, incluindo experiências e vendas realizadas na loja.
- Áreas e funções que apresentam maior dificuldade para contratação de profissionais qualificados.
As respostas podem ser enviadas até 30 de outubro de 2026.
Além do formulário digital, as empresas podem entrar em contato pelo e mail [email protected] ou pelo WhatsApp (54) 99151 0006.
A Escola de Enoturismo destaca que empresas de todos os portes e regiões podem participar.
O objetivo não é estabelecer uma comparação entre vinícolas. A proposta consiste em desenvolver uma visão coletiva sobre a atividade e produzir informações úteis para seu planejamento e evolução.
Pesquisa identifica carência de profissionais qualificados
Os dados obtidos na primeira fase também permitiram identificar dificuldades relacionadas à contratação de profissionais.
Entre as necessidades apontadas pelas vinícolas estão atendentes preparados para atuar com enoturismo e profissionais com conhecimento de inglês e espanhol.
As empresas também relataram dificuldades para encontrar gestores e lideranças. Além disso, existe demanda por trabalhadores preparados para gastronomia, restaurantes, limpeza e higiene.
Esses resultados ajudam a demonstrar que o crescimento da visitação exige uma estrutura profissional cada vez mais diversa.
Portanto, o desenvolvimento do setor não depende apenas da criação de novas experiências turísticas. A formação adequada das equipes também exerce papel relevante.
Levantamento pretende acompanhar a evolução do setor
Com a ampliação da pesquisa, a Escola de Enoturismo pretende estruturar uma base capaz de ajudar no acompanhamento do mercado ao longo do tempo.
Os dados poderão indicar oportunidades e necessidades específicas das diferentes regiões produtoras. Além disso, poderão contribuir para antecipar demandas por qualificação profissional.
Esse acompanhamento ganha importância em um mercado que passa por transformações constantes.
À medida que as vinícolas ampliam experiências, restaurantes, degustações, hospedagens e outras atividades ligadas ao turismo, novas competências profissionais também passam a ser necessárias.
Por isso, a pesquisa busca aproximar a formação profissional da realidade encontrada nos empreendimentos brasileiros.
Escola de Enoturismo foi criada em 2026
A Escola de Enoturismo iniciou suas atividades em maio de 2026.
Seu modelo de formação está estruturado em três pilares: Território e Origem, Comunicação e Experiência e Negócio.
A proposta é aproximar a capacitação profissional das necessidades observadas no mercado do turismo do vinho.
A iniciativa é conduzida por Ivane Remus Fávero, mestre em Enoturismo, pela jornalista Lucinara Masiero e pelo especialista em Enoturismo Artur Tremper Farias.
Serviço
Pesquisa Nacional sobre o Enoturismo Brasileiro
Quem pode participar: vinícolas brasileiras.
Prazo para participação: até 30 de outubro de 2026.
Informações solicitadas: número de profissionais ligados diretamente ao enoturismo, visitantes anuais, participação da atividade no faturamento e principais carências de profissionais qualificados.
Formulário: acessar a pesquisa sobre enoturismo.
E mail: [email protected]
WhatsApp: (54) 99151 0006
Dúvidas frequentes sobre a pesquisa de enoturismo
Quem pode participar da pesquisa?
Vinícolas brasileiras de qualquer porte ou região podem participar do levantamento.
Até quando as vinícolas podem responder?
O prazo para participação termina em 30 de outubro de 2026.
Qual é o objetivo da pesquisa?
O levantamento busca dimensionar o enoturismo brasileiro e identificar desafios relacionados à visitação, faturamento, empregos e qualificação profissional.
Quantas vinícolas participaram da primeira etapa?
A amostragem inicial contou com 51 vinícolas de seis estados e do Distrito Federal.
Quantos visitantes foram registrados pelas empresas pesquisadas?
As 51 vinícolas participantes recebem, juntas, 1.223.482 visitantes por ano.
Quanto o enoturismo representa no faturamento das vinícolas pesquisadas?
A média registrada na primeira amostragem foi de 34,7% do faturamento das empresas participantes.
Como participar do levantamento?
As vinícolas podem responder pelo formulário digital ou entrar em contato com a Escola de Enoturismo pelo e mail ou WhatsApp informados nesta página.
